O bunho e o junco fizeram magia na Escola Básica de Vilarinho do Bairro

A Associação ARAT, ao criar e realizar a Festa do Bunho e do Junco, pretendia que esta matéria prima não caísse no esquecimento quando as artesãs de Torres deixassem de existir. Então, surgiu a ideia de levar o bunho à Escola Básica de Vilarinho do Bairro. Contactámos a Dra. Alexandra Tavares, que imediatamente abraçou a ideia e, no dia 27 de janeiro, a nossa artesã Natália Pereira, a Arquiteta Olga Santos e a artista plástica Marta de Aguiar, deslocaram-se à Escola de Vilarinho para dinamizarem um workshop de máscaras de Carnaval, e com grande expectativa em relação à reação dos alunos. Como se de uma aula de EVT se tratasse, e na presença da professora da turma, foi mostrado pela nossa artesã o bunho e o junco e foi explicado por ela a importância do fabrico das esteiras e a sua utilidade, quando, em meados do século passado, ainda não havia plásticos para proteger o milho nas eiras. Com o seu pequeno tear, foi construindo uma esteira perante o olhar curioso dos alunos. Em seguida, usando estes materiais, a Arq. Olga e a artista plástica Marta explicaram aos alunos que se poderiam fazer outros objetos com estas plantas e motivaram-nos a criar a sua máscara de Carnaval para usar no desfile desta quadra festiva. A adesão foi imediata e desta parceria entre artesãos, artistas plásticos, professores e alunos nasceram pequenas obras primas que ficarão para sempre como recordação na mente destes pequenos artistas! Desejamos que esta nossa singela iniciativa dê frutos e venha a contribuir, não só para um planeta mais ecológico, mas também para que estes alunos não convençam os pais a comprarem-lhes tantos brinquedos poluentes que em pouco tempo caem no esquecimento.

Noite de fados na Adega do Avelar

Até porque a data era sugestiva (14 de fevereiro), a ARAT resolveu realizar uma ceia bairradina, acompanhada com fados interpretados pela simpática e talentosa fadista Carolina Pessoa. O espaço da adega esgotou muito rapidamente e todos os que não conheciam a aldeia, e vieram por curiosidade de vários locais, partiram satisfeitos com o que ouviram, o que saborearam e com os contactos que fizeram. Ficámos felizes e sentimos que valeu a pena. Por esse facto, pensamos continuar a trabalhar em prol da cultura e da possibilidade de dar momentos de prazer a todos os que nos procuram, porque acreditam em nós ou querem conhecer o nosso projeto.