Torres do Bairro selou, no dia 16 de maio, um pacto histórico com Pombeiro da Beira, senhorio este para onde, em 1355, partiu o nobre Martim Lourenço da Cunha.
O dia foi de grandes folguedos. Muito cedo chegaram os nossos convidados de Pombeiro da Beira acompanhados pelo seu Presidente da Junta de Freguesia. Vieram também os antigos alunos do curso de História da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (curso de 1975-79), acompanhados por três dos seus professores ainda vivos. Esteve também presente, a convite da ARAT, o Professor Doutor Luís Rêpas, da mesma Faculdade que, muito gentilmente, acedeu ao pedido que lhe foi endereçado e investigou a nossa aldeia no período medieval, preparando uma apresentação com o título “Torres na Idade Média”. Foram também convidados os Presidentes da Câmaras Municipais de Anadia e Arganil e ainda os representantes da freguesia de Vilarinho do Bairro. Ainda a nosso convite, para teatralizar o momento do escambo de terras entre o rei D. Afonso IV e o nobre Martim Lourenço da Cunha, estiveram dois atores amadores da freguesia de Castelões, Vale de Cambra. Toda a animação histórica esteve a cargo do grupo “Episódio Medieval”.
As festividades iniciaram-se com uma merenda no Paço de Martim Lourenço da Cunha, para acalmar as barrigas já famintas. Seguiu-se um cortejo em direção ao Largo da Capela que integrou o rei e o nobre, os autarcas presentes, toda a comitiva de Pombeiro da Beira e restantes convidados, acompanhados por músicos. O Largo da Capela estava ornamentado com gosto e adequado ao momento e depois das palavras de boas-vindas dadas pela Presidente da ARAT, seguiu-se a palestra proferida pelo Professor Luís Rêpas, a qual provocou a curiosidade e o interesse de todos os presentes. Após as palavras dirigidas a todo o público presente pelo Presidentes das Câmaras de Anadia e Arganil, seguiu-se o momento de teatralização que retratou o escambo (permuta) de terras realizado entre o rei D. Afonso IV e o nobre Martim Lourenço da Cunha. Este acordo foi selado com a leitura do texto que comprova o acontecimento e que se encontra gravado numa lápide no mesmo Largo, para perpetuar no tempo este facto histórico. Após vivas ao rei e momentos musicais, formou-se novamente o cortejo de regresso ao Paço do nobre para ser servido um lauto banquete, com gastronomia baseada em receitas da época medieval. O grupo Episódio continuou a animar o momento da refeição com frases jocosas, referindo usos e costumes da época que provocaram boas gargalhadas. O repasto prolongou-se até por volta das 17horas e os presentes manifestaram efusivamente o seu agrado por terem participado nestas festividades, dizendo que quer a comida, quer a decoração, quer a maneira como se procurou recrear a época, as indumentárias, o protocolo, o servir à mesa, o próprio espaço do festim os fizeram recuar no tempo e lhes trouxeram momento de prazer que gostariam de repetir. Muitos dos convidados vindos de diversos distritos da zona Centro, que nunca tinham ouvido falar da nossa aldeia, comentaram o seu potencial histórico, paisagístico, hospitaleiro e gastronómico.









Fazendo o balanço desta atividade, nós, ARAT, depois de todo o esforço realizado e auscultando estas opiniões, concluímos que o nosso objetivo foi atingido e que, caso se venha a repetir um evento deste género, teremos a adesão destes nosso convidados e de muitos mais que virão pela curiosidade que lhes foi certamente despertada, graças às diversas formas de divulgação que o evento teve e mereceu.
